sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Baropodometria é o estudo da pisada e por conseqüência da postura.

O centro de investigação da Universidade de Montpellier, em 1978, sob a direção do professor Rabishong, fez uma investigação de medidas computarizadas de sistemas de pressão, para o estúdo estático e dinámico de cargas nos pés. Os expertos tem certificado este método de diagnóstico para complementar as observações clínicas e proporcionar ao paciente uma análise mais comprenssivel e precisa. O Baropodómetro Electrónico, é um equipamento modular desenvolvido para o estudo das pressões plantares estáticas e dinamicas, com a mais alta concepção de tecnología, que consiste de uma passarela barosensivel com sensores, em uma plataforma de aproximadamente três metros, conectada a um computador que recria imágens coloridas e dados estatísticos com um alto valor diagnóstico
O equipamento é único em seu gênero pois permite a avaliação do ciclo completo da marcha (mínimo duas pisadas) por sua configuração modular.

É um sistema de apoio para os experts, já que permite apreciar as cargas dos pés em diferentes modalidades, proporciona uma análise biomecanico e estrutural das possiveis anomalias na marcha e na postura. Os relatórios das análises obtidos pelo sistema brindam informações que complementam as observações do especialista para avaliação periódica, de diagnostico, pre-post cirúrgica, terapéutica e / ou reabilitatória.

O Baropódometro Eletrónico Modular Clínico é composto de uma plataforma com 4800 sensores ativos em 120 cm. e uma passarela de 200 cm. de comprimento.

A informação adquirida pode ser com o sem sapatos, é precisa, instantánea e permite a repetição do arquivo gravado

O Baropodómetro Electrónico Modular é um sistema que estuda as pressões com aplicações específicas na análise do pé.

A informação das pressões (estática, dinámica e postural) é utilizada para aprofundar no diagnóstico clínico e para avaliar áreas de sub e sobre cargas.





Mesa de Tração Eletrônica

Pesquisas realizadas nos EUA mostram que técnicas de tração vêm sendo usadas com sucesso, durante anos, no tratamento das discopatias e doenças degenerativas da coluna vertebral.


Os equipamentos utilizados nos processos de tração evoluíram longe das rotinas de tratamento no Brasil por questões de custos e falta de informação científica sobre este assunto em nosso país.

Grandes fabricantes de equipamentos terapêuticos e cientistas americanos investiram seriamente em pesquisas durante décadas enquanto aprimoravam técnicas seguras e eficazes de utilizar a tração vertebral e seus benefícios.

A mesa possui um mecanismo de deslizamento com molas que controlam o atrito do paciente sobre a mesa e garante progressão segura, suave, confortável e precisa nos processos de aplicação e retirada de carga de tração.

Outros pontos positivos são as novas peças de apoio para os joelhos que facilitam a retificação da coluna lombar e as cintas de contato circunferenciais que são largas e flexíveis para promover um ajuste perfeito ao padrão corporal de cada paciente

Os ajustes de tempo, carga e tipo de tração (intermitente ou estática) e outras características do processo de tração são programados pelo fisioterapeuta e dependem de cada paciente e da patologia à ser tratada. Por isso esse equipamento possui uma unidade de tração automática, computadorizada que promove uma força descompressiva no eixo axial da coluna vertebral do paciente.




A TRITON DTS ainda oferece um a chave de controle que permite ao paciente desativar a tração eletrônica sem a ajuda do fisioterapeuta em caso de desconforto, reduzindo a carga gradativamente a zero.


Essa descompressão traz inúmeros benefícios como:

Aumento do espaço intervertebral alongando os músculos espinhais monoarticulares, melhora a mobilidade dos ligamentos e cápsulas das facetas articulares, causa um deslizamento dessas facetas (que têm 30% de responsabilidade nas compressões radiculares), alarga o forame intervertebral e retifica curvaturas espinhais.

Efeitos mecânicos - melhora da circulação local; diminuição da compressão das superfícies facetarias; diminuição da compressão sobre as raízes nervosas; alongamento mecânico do tecido retraído.

Efeitos neurofisiológicos – estimulação dos mecanoceptores e a inibição da proteção reflexa que diminui o desconforto dos músculos em contração.

Este equipamento possui uma unidade de tração automática, computadorizada que promove uma força descompressiva no eixo axial da coluna vertebral do paciente.



Parawalker

Os indivíduos com paraplegia, com lesões entre T1 e L3, podem caminhar com facilidade utilizando ortóteses específicas para marcha como o Parawalker, aparelho desenvolvido em um centro de pesquisa na Inglaterra e fabricado pela empresa alemã Otto Bock (também com representação em Portugal). Já disponível no Brasil, o aparelho é indicado para pacientes portadores de lesão medular que perderam o controle da musculatura das pernas, quadril e tronco e podem ficar livres da dependência da cadeira de rodas. Segundo a AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente – o Brasil registra 7 mil novos casos novos por ano de traumatismos na coluna resultando em paraplegias e tetraplegias.


O Parawalker é constituído por uma estrutura biomecânica fixada externamente ao corpo do paciente com articulações no joelho e quadril. O equipamento proporciona grande independência aos paraplégicos, que podem andar com o auxílio de canadianas. É um aparelho que anda sozinho, carregando o paciente, sendo que o movimento é realizado por meio de balanço.

O principal objectivo do Parawalker é permitir que o paraplégico deixe de utilizar a cadeira de rodas durante algumas horas do dia. Entre outras vantagens observa-se a diminuição do índice de úlceras de pressão, a redução da deformidade nas articulações, o número de infecções urinárias, uma melhoria na circulação periférica, promoção do funcionamento do intestino, diminuição da osteoporose e melhoria da auto-estima.

Cléber Renato Alves Pereira, de 22 anos, utiliza o equipamento. Vítima de um acidente de moto que o deixou paraplégico em 2001, ele sempre se movimentou com a cadeira de rodas, mas nunca desistiu do sonho de um dia voltar a andar. “É muito bom olhar para as pessoas na mesma altura. O esforço físico que eu faço para andar com o Parawalker é mínimo e os exercícios me dão muito mais disposição”, relata.

O uso do aparelho transforma os pacientes, porque provoca uma mudança de comportamento em pessoas que tinham pouca condição de viver de forma mais independente. Para Wilson Zampini, director geral da Otto Bock do Brasil, o Parawalker é um bom exemplo, que pode contribuir para uma profunda mudança na qualidade de vida dos pacientes que venham a utilizá-lo.